quarta-feira, 21 de Outubro de 2009
Parece-me que
domingo, 20 de Setembro de 2009
Abraços desfeitos
quarta-feira, 5 de Agosto de 2009
Foi assim...
quinta-feira, 16 de Julho de 2009
Até já
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extasiada e nua,
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.
terça-feira, 7 de Julho de 2009
Quem (o que) não fica
domingo, 7 de Junho de 2009
foto de José Ferreira
Eu não sei escrever, só sei contar porque me bate o coração.
quarta-feira, 22 de Abril de 2009
Além
quarta-feira, 25 de Março de 2009
Luzes
sábado, 21 de Março de 2009
Também o meu poeta
De ter tempo de te dar
O tempo que tu mereces
Prazeres em que tu morresses
Manhãs que não amanheces
E arrepios que estremeces
Na boca de te beijar
Fico sentado no quarto
Desta cama de pensão
Ausente, despido farto
Cansado dessas mulheres
Que ouvem sem em escutar
Que me olham sem me ver
Que me amam sem saber
Que me roçam sem tocar
Que me abraçam sem paixão
Que ignoram que eu anoiteço
Que me ensombro que escureço
Que em enrugo e envelheço
Me pregueio e apodreço
E a quem pago o que me dão:
Uma espécie de ternura
Uma imitação do amor
Lençóis que são sepultura
De carícias sem doçura
E dos meus lábios sem cor
Ai dedos no meu cabelo
Quero domá-la e vencê-la
Quero vivê-la ao meu modo
Até encontrar por fim
Aquela voz de menino
Há tantos anos perdida
Há tanto tempo esquecida
Em soluços dissolvida
A gritar dentro de mim
quarta-feira, 11 de Março de 2009
Hoje peço-te mil poemas feitos dos nós que nos embaraçam os dedos, onde contes o sangue e as facas que ferem, onde primaveras se desmanchem dos céus e todos os ponteiros girem ao contrário. Peço-te versos que falem dos dias que não me passaram pela pele, de todos esses anos que nos precederam e que, contudo, se fazem pontes nas madrugadas em que a vida nos cruza. Dá-me a mão como se fosse domingo e nos misturássemos com as gentes que preenchem o passeio da foz e canta-me as ruas dessa cidade frenética que te conhece os passos e onde a noite te visita quando aqui a luz ainda me dói nos olhos. Talvez eu possa guardar em mim as estações de comboio onde te perdias por ilusões que espreitavam do lado de lá da plataforma, ou aprenda a escrever com as mesmas cores que pintavam os fins de tarde na serra da tua infância. Talvez amanhã, ou depois, nasça uma criança que cresce num ventre que não o meu e tudo o que nos aparta caiba num só dia, num só poema.






